28 de abril de 2014

Internet: Uma pessoa "prosa" enquanto outra pessoa "poema"


Ah, a comunicação dos Homo sapiens! A errática e sinistra maneira humana de transmitir informação via comunicação de pessoa pra pessoa sempre me fascinou. Uma pena que meu cérebro prolixo nunca me permitiu avançar muito tanto na transmissão quanto na capitação.



Algumas vezes é tanta confusão que fico a imaginar se as pessoas desejam passar realmente alguma ideia ou se só adicionam conteúdo pra aleatoriamente fazer algum sentido dentro de uma sopa de palavras (ou talvez o inverso:  as pessoas já começam desistindo de entender e criam o sentido que quiserem).

Mas vamos à um exemplo. Temos abaixo uma frase com 19 palavras escritas por uma pessoa em um momento de lapso prolixo (comum esses dias). A intenção dela era dizer que sente bastante frio quando chove, mas que está torcendo pra que não chova no próximo encontro.

"Mas da próxima vez que tu me ver, não vou estar fria... boto fé de que não vai chover"

A internet é muito sobre isso, frases curtas, ideias incompletas unidas em uma sentença que muitas vezes exige uma interpretação quase poética. Mas quem disse que as pessoas não interpretam poeticamente? Afinal de contas essas mesmas 19 palavras também escrevem:

"Mas que fé não fria...
Tu, Boto
vai me ver
Vou estar próxima
da vez que não chover"

Estará a internet iniciando uma nova era de Despotismo Prolixo?


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